A Polícia Federal negou nesta sexta-feira (3) que haja influência do calendário eleitoral na condução da operação Sem Desconto, que investiga suspeitas de fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS.
Em entrevista coletiva, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirmou que o caso segue os trâmites normais de uma investigação policial, com imparcialidade e responsabilidade institucional. Segundo ele, apurações mais complexas e com presos preventivos precisam ser priorizadas por exigência legal.
Rodrigues disse ainda que a operação conta com a maior equipe de investigação da Polícia Federal e que os encaminhamentos são acompanhados pelo Ministério Público e pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal.
O diretor-executivo da PF, William Murad, também rejeitou a hipótese de atraso por motivos eleitorais ou por falta de pessoal. Segundo ele, a corporação conduz mais de 40 mil investigações em curso e prioriza os casos de maior complexidade.
No início da semana, a Polícia Federal pediu a Mendonça mais prazo para concluir o inquérito da operação. A corporação informou que ainda não terminou de analisar todo o material apreendido desde a primeira fase, realizada em abril do ano passado.
A cobrança do ministro ocorreu após avaliação de que as investigações estariam lentas e com acúmulo de pedidos das defesas dos presos para revogação das prisões. Segundo a CNN, há mais de 14 pedidos pendentes.
A nova etapa solicitada pela PF inclui a análise de quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático de investigados no caso, entre eles Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Os alvos do inquérito também incluem ex-dirigentes do INSS, empresários, dirigentes de sindicatos e associações, políticos e servidores públicos.
Mendonça ainda não decidiu sobre o pedido da PF, mas a tendência é que conceda mais prazo, com definição de uma data limite para a conclusão das diligências.
Fonte: CNN Brasil
