A promessa de lucros fáceis com criptomoedas, rendimentos mensais de até 5% e um suposto lastro bilionário em pedras preciosas terminou em investigação policial, prejuízos milionários e no indiciamento de cinco pessoas.
A Polícia Federal no Acre concluiu o inquérito sobre o caso envolvendo a empresa XLand Holding Ltda., apontada como responsável por movimentar mais de R$ 126 milhões em um suposto esquema fraudulento.
Segundo a investigação, a empresa prometia rendimentos mensais entre 2% e 5%, taxas consideradas incompatíveis com a realidade do mercado financeiro. A estrutura funcionaria sem autorização do Banco Central do Brasil e da Comissão de Valores Mobiliários.
De acordo com a PF, parte dos recursos captados junto aos investidores era usada para pagamento de despesas da empresa, comissões, aquisição de imóveis, doações e repasses a clientes antigos.
Entre os nomes ligados ao caso estão o meia Gustavo Scarpa, o lateral Mayke Rocha e o atacante Willian Bigode.
Apesar de ter sido citado no relatório, Willian Bigode não foi indiciado. Ele afirma ter perdido cerca de R$ 17,5 milhões e diz que também foi vítima do esquema.
A relação entre Bigode e Scarpa se tornou um dos pontos centrais do caso. Ex-companheiros de Sociedade Esportiva Palmeiras, os dois romperam após Scarpa alegar prejuízo de R$ 6,3 milhões.
Segundo a investigação, Willian teria indicado o investimento ao colega por meio de sua empresa de gestão financeira, que fazia a intermediação com a XLand.
Outro ponto que chamou atenção dos investigadores foi a suposta garantia em pedras preciosas apresentada pela empresa como lastro para os investimentos. A PF afirma ter encontrado diferenças relevantes entre os valores divulgados e os valores reais dos bens apresentados.
Os cinco indiciados devem responder por crimes como gestão fraudulenta, operação irregular de instituição financeira, desvio de recursos e indução de investidores a erro.
