Lideranças do PT e aliados do governo federal demonstraram preocupação com os possíveis reflexos políticos da nova fase da Operação Compliance Zero, que colocou o senador Jaques Wagner (PT-BA) na mira da Polícia Federal.
Segundo informações publicadas pela CNN Brasil, integrantes do partido ouvidos sob reserva defendem a presunção de inocência do líder do governo no Senado, mas admitem apreensão com eventuais impactos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nos bastidores, alguns petistas avaliam que Wagner terá de apresentar esclarecimentos sobre as suspeitas investigadas pela Polícia Federal, especialmente aquelas relacionadas ao suposto recebimento de vantagens pessoais.
A operação também alcançou familiares do senador e o empresário Augusto Lima, conhecido como Guga Lima, apontado pela investigação como uma das figuras centrais do caso.
Entre os pontos apurados pela PF estão a suposta negociação de um apartamento avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões, além do uso de aeronaves particulares e recebimento de ingressos para eventos.
De acordo com a reportagem, integrantes do PT avaliam que Lula e o governo devem manter uma postura de respeito às investigações, ao mesmo tempo em que preservam o princípio da presunção de inocência.
Jaques Wagner estava em Salvador quando foi informado sobre a operação. Até o fim da manhã desta quinta-feira (18), aliados próximos ainda buscavam informações detalhadas sobre os desdobramentos do caso.
Fonte: CNN Brasil
