Partido Comunista confirma candidatura ao governo do Acre em 2026

O Partido Comunista Brasileiro no Acre anunciou que vai disputar as eleições de 2026. A decisão foi divulgada em publicação nas redes sociais na terça-feira (11). A sigla informou que a medida foi tomada “em consenso com sua militância”, mas não apresentou os nomes que irão compor a chapa.

No texto, o partido afirma que, mesmo com limitações, um governo estadual pode atuar como “instrumento coletivo” a serviço da população e da transformação social. Reforça ainda sua posição histórica em defesa dos trabalhadores e da vida digna.

A legenda sustenta que o estado estaria sob comando de um “projeto conservador de direita”, que, segundo a nota, favorece milionários e concentra poder em poucas famílias, enquanto a maioria da população permaneceria em situação de pobreza.

O PCB também critica o modelo de financiamento eleitoral e afirma que o processo seria dominado pelo poder econômico. “Não é de hoje que as eleições não são sobre democracia, mas sim sobre dinheiro injetado no processo eleitoral”, diz o texto. A publicação menciona o custo de campanhas e afirma que candidatos investem mais de R$ 1 milhão em disputas proporcionais.

A sigla defende o que chama de necessidade de “democratizar a democracia” e aponta desigualdade no acesso a recursos públicos de campanha, comparando partidos que recebem milhões por meio de fundos e emendas com outros que disputariam eleições sem estrutura financeira.

A nota dedica espaço a críticas à gestão estadual. O partido acusa o governo de estimular terceirizações e de enfraquecer políticas públicas. Classifica o modelo como um “balcão de negócios” e afirma que a população seria empurrada para dependência de favores políticos.

Na saúde, o PCB aponta dificuldades para acesso a exames e cirurgias. Na educação, critica falta de transparência na matrícula em escolas disputadas, redução de ensino noturno e abandono da Educação de Jovens e Adultos e do ensino técnico, além de mencionar precarização de contratos docentes.

Na segurança pública, o texto menciona problemas estruturais, especialmente no interior, e ironiza a dificuldade de recuperação de bens roubados.

O partido também relaciona o cenário social ao avanço do discurso da extrema-direita e critica o estilo de comunicação do governo, afirmando que a gestão priorizaria ações midiáticas em detrimento de políticas públicas.

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