Operação Mute reforça combate à comunicação de facções no Acre

A Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) iniciou, nesta segunda‑feira (13), a 12ª edição da Operação Mute, voltada ao combate à comunicação entre membros de facções criminosas nas unidades penais brasileiras.

No Acre, a ação foi realizada na Divisão de Estabelecimento Penal de Regime Provisório e Semiaberto (DEPRPSA), parte do Complexo Penitenciário Dr. Francisco de Oliveira Conde (FOC), e também no Presídio Federal Antônio Amaro.

O objetivo da operação é interromper o contato interno dos apenados, efetuar revistas nas celas e apreender materiais ilícitos, como drogas e aparelhos celulares.

Cerca de 60 policiais penais, estaduais e federais, participaram da ação, realizando buscas simultâneas nas duas unidades.

Santos Júnior, diretor da DEPRPSA, ressaltou a relevância da medida para a segurança prisional, afirmando: “O objetivo é retirar a comunicação dos apenados e quebrar o contato, silenciando‑os do ambiente exterior. A união das forças estaduais e federais garante a ordem pública dentro das unidades”.

Leandro Rocha, presidente do Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen‑AC) e da Polícia Penal (PPAC), acompanhou a revista de 26 celas do pavilhão. Na inspeção foram encontrados aparelhos celulares, um carregador e substâncias ilícitas. Rocha declarou que a operação, fruto da parceria entre os governos federal e estadual, “garante a lei nos presídios e beneficia a sociedade”.

A 12ª fase da Operação Mute continuará ao longo da semana em presídios do interior do Acre.

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