Mensalidades, rifas e até “caixinhas” faziam parte do sistema de arrecadação de uma organização criminosa com atuação no Acre. Segundo a Polícia Federal, o grupo utilizava grupos de mensagens instantâneas para administrar a estrutura financeira e manter o funcionamento da facção.
As informações vieram à tona durante a Operação Pax II, deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Acre (Ficco/AC), com o objetivo de desarticular a estrutura administrativa e financeira da organização.
Ao todo, foram cumpridos 45 mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão domiciliar. As ações ocorreram em Rio Branco e Sena Madureira, no Acre, além de Goianira, em Goiás.
De acordo com as investigações, o grupo mantinha mecanismos de arrecadação interna baseados em cobranças periódicas, rifas e contribuições conhecidas como “caixinhas”, todas organizadas por meio de aplicativos de mensagens.
Os investigados poderão responder pelo crime de integrar organização criminosa, além de outros delitos que ainda poderão ser identificados no decorrer das apurações.
A operação desta terça-feira (7) é um desdobramento da Operação Pax, realizada em 10 de março. Na ocasião, a Ficco cumpriu 17 mandados de busca e apreensão em Rio Branco, Sena Madureira e Rodrigues Alves.
A Ficco é formada por agentes da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal do Acre.
