PF combate tráfico de armas em estados; Acre não está na lista

A Polícia Federal (PF) desencadeou na manhã desta quinta-feira (5) a Operação Gun Express, para prender integrantes de um grupo especializado no tráfico internacional de armas de fogo e munições. A estimativa é de que os acusados tenham remetido e transportado mais de 300 armas de fogo desde o ano de 2016, investindo cerca de R$ 2 milhões na compra dos artefatos.

Cerca de 310 policiais federais cumprem 62 mandados de busca e apreensão e dez de prisão preventiva, nos estados do Paraná, da Bahia, do Rio Grande do Norte, de São Paulo, da Paraíba, de Sergipe, Santa Catarina, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Estão sendo executados também 27 bloqueios judiciais de contas bancárias e aplicações financeiras, bem como sequestro e arresto de bens de 26 pessoas físicas e uma pessoa jurídica, além da constrição judicial de 10 veículos em nome de terceiros.

A investigação teve início no primeiro semestre de 2018, quando a PF identificou a remessa de armas de fogo pelos Correios, escondidas dentro de equipamentos de treino para artes marciais, como aparadores de chute, luvas e caneleiras.

A partir daí os policiais apuraram que pessoas nos estados do Paraná, Bahia e Rio Grande do Norte, que integravam a quadrilha, atuavam em associação na importação, guarda, remessa e transporte de armas de fogo, acessórios e munições. A PF chegou também a apreender armas, que eram transportadas escondidas nos tanques de combustíveis de veículos.

Foi identificado que parte do pagamento das armas era feito por intermédio de empresas de fachada controladas por suspeitos da Bahia e do Rio Grande do Norte para dar aparência lícita aos repasses financeiros feitos pelo sistema de transferências bancárias.

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