O PicPay, banco digital controlado pelo grupo J&F, foi alvo de uma operação deflagrada nesta sexta-feira (19) pelo Ministério Público e pela Polícia Civil. A investigação apura supostos descontos irregulares em folhas de pagamento de servidores do Distrito Federal por meio de operações de adiantamento salarial.
Segundo os investigadores, a apuração também alcança executivos do setor financeiro ligados ao mercado de crédito consignado. Entre os alvos está o presidente-executivo do PicPay, Eduardo Chedid Simões.
Em nota, a empresa afirmou que não reconhece irregularidades nas operações investigadas e rejeitou as acusações de cobrança indevida. O banco informou ainda que seus produtos e serviços seguem as normas vigentes e passam por mecanismos de controle e supervisão.
Fundado em 2012, em Vitória (ES), o PicPay surgiu como uma fintech voltada a meios de pagamento digitais. Em 2015, a empresa foi adquirida pelo Banco Original e, dois anos depois, passou ao controle direto do grupo J&F, dos empresários Joesley e Wesley Batista.
A instituição recebeu autorização do Banco Central para atuar como instituição de pagamento em 2020 e passou a operar como instituição financeira em 2022.
Nos últimos anos, o banco ampliou sua atuação por meio da aquisição de empresas como o Guiabolso e a BX Blue, especializada em crédito consignado para servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS.
Em 2026, o PicPay realizou sua oferta pública inicial de ações (IPO) na Nasdaq, nos Estados Unidos, levantando cerca de US$ 434 milhões. Ao fim do primeiro trimestre deste ano, a instituição informou ter mais de 68,6 milhões de clientes e lucro líquido ajustado de R$ 169,4 milhões, resultado 92% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
Fonte: G1
