O Brasil e o triste ‘jeitinho’ para tudo

Queridos leitores, num primeiro momento quero agradecer a abertura deste espaço que servirá para reflexões e diálogos sobre tudo que importa ao cotidiano do povo acreano, com um foco mais voltado a questões que envolvem economia, empreendedorismo e desenvolvimento social. O nome da coluna, Capital, é uma referência não só a qualquer ativo capaz de gerar um fluxo de rendimento financeiro, mas também a tudo que é fundamental, primordial e relevante para a sociedade, e principalmente para uma capital como Rio Branco.

Inicio, com a sua licença, falando de algo que se tornou cultural. É fácil perceber que até em uma simples atitude como ir ao banco, dirigir um veículo ou fazer compras, nós, brasileiros, temos que evoluir. Ter cautela no trânsito, não furar as filas, respeitar os direitos preferenciais de idosos e portadores de deficiência são algumas das pequenas atitudes que podemos adotar no dia a dia. Devemos respeitar e combater o histórico “jeitinho”, que não é nada mais que a corrupção. A única diferença dela no nosso cotidiano para o do sistema político é a organização que se faz nesse segundo meio e que gera prejuízos bilionários aos cofres públicos.

É a corrupção sistêmica a que mais prejudica a população brasileira, que todos os dias morre com a violência, a falta de uma saúde de qualidade e uma educação cada vez mais precária. Um dos maiores absurdos do comportamento brasileiro é o pagamento adiantado de gorjeta para o garçom ou atendente no intuito de receber um melhor atendimento, aquele velho ditado do “me ajuda que eu te ajudo”. O que adianta reclamar dos nossos políticos se nós mesmos tomamos atitudes vergonhosas como essas? Os corruptos de colarinho branco são reflexos de sua própria sociedade.

E aí eu me pergunto: como mudaremos o quadro político se nós não valorizamos os pequenos e bons exemplos de convivência social com nossos filhos, familiares, amigos e colegas de trabalho? Já passou da hora de abandonarmos o “jeitinho brasileiro” e começarmos a mudança por nós, sem esperar algum benefício em troca. É com a difusão de uma nova consciência e com esperança na juventude que conquistaremos o sonhado desenvolvimento no Brasil. A hora é agora! Vamos juntos nesse desafio.

Jebert Nascimento
Empresário, advogado, administrador e contador acreano

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