“Vai ter robô no SUS sim!”, com essa frase, a presidente da Fundação Hospitalar, Soron Steiner, finalizou o vídeo institucional em alusão à assinatura da ordem de serviço que possibilitará a realização de cirurgia robótica no Acre, ocorrida no último dia 19 de junho. A solenidade de assinatura, comandada pela governadora Mailza Assis, foi prestigiada por parlamentares, secretários estaduais e outras autoridades. Mas por que tanta empolgação? Será mesmo que um robô irá substituir o médico? Nesta última questão, me antecipo em responder. Não, o médico não será substituído pela máquina, ao contrário: irá comandá-la.
Mas, e a empolgação explícita nos rostos e nos discursos, por qual razão? Eu poderia ser sucinto e dizer apenas que o Acre será o primeiro estado da Região Norte a realizar, pelo SUS, esse procedimento, que é o que há de mais moderno no mundo. Mas, por incrível que pareça, é muito mais do que isso. É a realização de um sonho, que nasceu no coração da presidente da Fundhacre e contou com o entusiasmo e apoio do deputado federal Eduardo Velloso e da governadora Mailza Assis: o desejo de poder proporcionar dignidade e qualidade de vida às famílias acreanas. “Saúde não é privilégio, é direito”, afirmou a governadora, em entrevista durante o evento. Mas convenhamos: receber o que há de mais alto padrão de tecnologia para cuidar da gente acreana, é sim um privilégio. E dos grandes!
A cirurgia robótica representa uma evolução dos procedimentos minimamente invasivos, combinando tecnologia de alta precisão com benefícios significativos para os pacientes. O método utiliza pequenas incisões, visão tridimensional em alta definição e instrumentos articulados que reproduzem os movimentos do cirurgião com extrema estabilidade, eliminando tremores e ampliando a precisão em áreas delicadas do corpo. Entre as principais vantagens estão a redução da dor e do sangramento, menor risco de complicações, recuperação mais rápida, diminuição do tempo de internação e retorno precoce às atividades diárias, proporcionando mais segurança, conforto e qualidade de vida no pós-operatório.
“O robô é um meio, mas quem opera é sempre o cirurgião. A tecnologia permite maior precisão, melhor visualização das estruturas e preservação dos tecidos, com a cirurgia robótica, conseguimos reduzir complicações como a incontinência urinária e a disfunção sexual, que antes impactavam profundamente a vida dos pacientes”, exclamou o urologista Dennis Fujiike, um dos mais empolgados na solenidade.
“O primeiro passo para o futuro foi dado”. Essa frase, que estava estampada no telão do evento, exemplifica toda a empolgação refletida nos rostos da governadora Mailza, da presidente Soron e em cada sorriso aberto nas faces de todas as autoridades e servidores presentes à solenidade. O Acre sendo vanguarda na saúde pública. Bem-vindos ao futuro! Ele já chegou por aqui.
