A mulher de 28 anos que foi socorrida na tarde de segunda‑feira (3) ao fazer o sinal universal de socorro enquanto caminhava em via pública acompanhada pelo ex‑companheiro, voltou a ser ameaçada pelo mesmo homem. Após ser preso em flagrante por testemunhas que perceberam o gesto, o agressor foi solto pela Justiça na terça‑feira (4), depois de passar por audiência de custódia. O Ministério Público do Paraná (MP‑PR) informou que, em liberdade provisória, o investigado passou a enviar mensagens ameaçando a vida da vítima, a destruir bens da residência onde ela se encontrava e a vandalizar o carro dela. Com essas novas agressões, o homem foi detido novamente nesta quinta‑feira (6), após manifestação favorável do MP‑PR.
Na mesma data, foram concedidas medidas protetivas em favor da vítima, que permanecem vigentes.
Segundo a Polícia Militar (PM), a mulher relatou que o ex‑companheiro invadiu a sua casa e a agrediu com socos, chutes e golpes de um cabo de vassoura. A motivação, apontada pela polícia, seria uma crise de ciúmes envolvendo o atual namorado da vítima. Após as agressões, o homem teria obrigado a mulher a acompanhá‑lo até a residência do atual namorado para “tirar satisfação”.
Durante o trajeto, a vítima fez o sinal internacional de socorro – palma aberta, polegar dobrado para dentro e demais dedos fechados – gesto criado durante a pandemia de Covid‑19 para que vítimas de violência doméstica peçam ajuda de forma discreta. Testemunhas que passavam de carro perceberam o sinal e, ao notar lesões aparentes, pararam o veículo e perguntaram se a mulher precisava de auxílio.
A vítima solicitou que a polícia fosse acionada. No local, os policiais registraram ocorrência de lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar e concederam voz de prisão em flagrante ao agressor.
O homem alegou que houve discussão entre o casal e que as agressões teriam sido mútuas. Na terça‑feira (4), após a audiência de custódia, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ‑PR) concedeu-lhe liberdade provisória, pois o MP‑PR não requereu a conversão da prisão em preventiva. O órgão manifestou‑se pela concessão da liberdade com medidas cautelares, que incluíram comparecimento mensal em juízo, proibição de frequentar locais com consumo de bebidas alcoólicas, recolhimento domiciliar noturno e nos dias de folga, além da restrição de saída da comarca por mais de oito dias sem autorização judicial. O processo tramita sob sigilo.
Com a liberdade, o investigado enviou mensagens de morte, destruiu objetos da residência da vítima e vandalizou o seu carro, o que motivou nova prisão nesta quinta‑feira (6), após nova manifestação favorável do MP‑PR.
O TJ‑PR informou que, por força do sigilo, não pode divulgar mais detalhes sobre o caso e não comenta decisões de magistrados.
Fonte: Metrópoles Brasil
