Mesmo com queda no país, Acre continua em alerta para síndrome respiratória

O Acre continua entre os estados que apresentam incidência em nível de alerta para a SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), risco ou alto risco, segundo o novo Boletim Info Gripe, divulgado na quinta-feira (6) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A análise considera a Semana Epidemiológica 30, correspondente ao período de 26 de julho a 1º de agosto.

O levantamento indica que a maioria das unidades da Federação já registra queda ou estabilização dos casos, porém o Acre permanece entre os 14 estados que ainda apresentam níveis elevados de circulação da síndrome. Entre eles estão Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Santa Catarina e Sergipe.

Na avaliação das capitais, Rio Branco figura entre as 15 cidades brasileiras com incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco nas duas últimas semanas. Apesar do número elevado, a capital não mostra sinal de crescimento na tendência de longo prazo, indicando ausência de aceleração da doença nas últimas seis semanas.

No cenário nacional, o vírus sincicial respiratório (VSR) continua sendo o principal agente responsável pelos casos positivos de SRAG nas quatro últimas semanas epidemiológicas, respondendo por 54,1% das confirmações laboratoriais. Em seguida aparecem o rinovírus (26,1%), influenza B (9,3%), influenza A (7,3%) e a Covid‑19 (1,8%).

Desde o início de 2026, o Brasil já contabiliza 130.054 casos de SRAG, dos quais 69.895 tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório. Desses, 42,1% foram causados pelo VSR, 30% por rinovírus, 18,9% por influenza A, 5,1% por influenza B e 4,1% por Sars‑CoV‑2, vírus da Covid‑19.

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