Às vésperas da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em agosto, a mediana do relatório Focus para a taxa Selic no fim de 2026 recuou de 14% para 13,75% após cinco semanas de estabilidade.
Considerando apenas as 100 estimativas mais recentes, a mediana para a Selic no fim deste ano também diminuiu de 14,00% para 13,75%.
A projeção intermediária para 2027 manteve‑se em 12% por sete semanas. Entre as 97 estimativas mais recentes, a mediana subiu de 12% para 12,25%.
O Copom já realizou três cortes de 0,25 ponto percentual em 2026, elevando a Selic a 14,25% ao ano. Na reunião de junho, o Banco Central ressaltou a incerteza do cenário e afirmou que a magnitude do ciclo será definida “à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta”.
Em 24 de julho, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, declarou que o Copom avalia diferentes trajetórias, combinando pausas e retomadas, para aproximar a inflação da meta de 3% com menor volatilidade, ao participar do evento Expert XP em São Paulo.
No Focus, a mediana para a Selic em 2028 permaneceu em 10,50% por quinta semana consecutiva, e a projeção para 2029 seguiu em 10% pela décima terceira semana.
A mediana do IPCA para 2026 recuou de 5,12% para 5,03% – ainda 0,53 ponto percentual acima da meta de 4,50% – e, entre as 109 estimativas mais recentes, caiu de 5,10% para 5,03%. Para 2027, a projeção intermediária subiu de 4,18% para 4,22%, e entre as 108 estimativas recentes, de 4,24% para 4,27%. O IPCA de 2028 ficou em 3,80% e o de 2029 manteve‑se em 3,50% pela 48ª semana.
O Banco Central projeta alta de 5,2% do IPCA em 2026, 3,7% em 2027 e 3,1% em 2028, conforme o Relatório de Política Monetária do segundo trimestre. A meta de inflação, a partir de 2025, passou a ser contínua, com centro em 3% e tolerância de 1,5 ponto percentual.
Sobre o PIB, a mediana do Focus para 2026 ficou em 1,99% por quinta semana, e entre as 62 projeções mais recentes manteve‑se em 2,00%, alinhada à previsão do BC de 2,0% para o ano. A projeção para 2027 recuou de 1,60% para 1,57%, enquanto a estimativa intermediária ficou em 1,50%. As medianas para 2028 e 2029 permaneceram em 2,00% por 125ª e 72ª semanas, respectivamente.
Quanto ao dólar, a mediana para o fim de 2026 estabilizou‑se em R$ 5,20 por sétima semana, e entre as 77 estimativas recentes manteve‑se no mesmo nível. Para 2027, a projeção oscilou entre R$ 5,29 e R$ 5,28. A de 2028 ficou em R$ 5,30, e a de 2029 subiu para R$ 5,39, acima de R$ 5,40 há um mês. O cálculo anual de câmbio no Focus passou a usar a média da taxa em dezembro, e não o último dia útil do ano, como era até 2020.
Fonte: Estadão Economia
