O nome do engenheiro Leonardo Melo passou a ser discutido nos bastidores do MDB como uma das alternativas do partido para uma eventual composição na chapa da governadora Mailza Assis (PP) nas eleições de 2026.
Filho do ex-governador Flaviano Melo, Leonardo retornou ao Acre após a morte do pai, em novembro de 2024, e passou a ser visto por setores do MDB como um nome capaz de representar o legado político da família Melo em uma disputa majoritária.
A discussão ocorre em meio às indefinições internas do MDB sobre o caminho que o partido deve seguir na eleição estadual. Parte da sigla defende a composição com Mailza, enquanto outros nomes do partido avaliam alternativas políticas para 2026.
Entre os nomes já lembrados dentro do MDB para uma eventual indicação à vice estão o ex-prefeito Marcus Alexandre e a ex-deputada federal Jéssica Sales. Marcus, no entanto, tem se movimentado para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Jéssica também avalia outros projetos eleitorais.
Nesse cenário, Leonardo Melo surge como opção dentro da legenda. Inicialmente, ele é apontado como pré-candidato a deputado federal, mas tem dito a aliados que está à disposição do partido.
A posição atribuída ao entorno de Mailza é de que a governadora não pretende interferir na escolha interna do MDB. A avaliação é de que, caso a aliança avance, caberá ao partido indicar o nome que melhor represente a sigla na composição.
Leonardo carrega um dos sobrenomes mais tradicionais da política acreana. Seu pai, Flaviano Melo, foi prefeito de Rio Branco, governador do Acre, senador e deputado federal por vários mandatos. A família também teve outros representantes na vida pública do estado.
Nos bastidores, aliados avaliam que Leonardo pode ajudar o MDB a preservar protagonismo em uma eventual aliança majoritária, especialmente em um momento em que o partido busca definir seu espaço no tabuleiro eleitoral de 2026.
Ao comentar o assunto, Leonardo afirmou que seu projeto inicial é disputar uma vaga na Câmara Federal, mas deixou aberta a possibilidade de cumprir outra missão definida pelo partido.
“Meu principal objetivo é seguir os passos de meu pai como deputado federal, mas digo que, onde meu partido precisar de mim, estou pronto”, declarou.
Apesar das movimentações, a avaliação no entorno de Mailza é de que a escolha de um eventual nome para a vaga de vice caberá ao próprio MDB, sem interferência da governadora.
Chapa fortalecida
Aliados da governadora também avaliam que Mailza Assis tem contribuído para fortalecer o MDB no processo de montagem das chapas proporcionais para 2026.
A leitura é de que a chegada de nomes como Antônia Lúcia, Minoru Kinpara, Pedro Longo e Ney Amorim ajudou a viabilizar a chapa de deputado federal da sigla. Nos bastidores, emedebistas avaliam que, caso Jéssica Sales decida disputar a Câmara Federal, o partido poderia ampliar ainda mais suas chances de eleger representantes.
O mesmo raciocínio vale para a chapa de deputado estadual. A ida de nomes como Alex Asfury e Luiz Gonzaga para o grupo é vista como um reforço importante para a composição proporcional do MDB.
