A defesa do senador Jaques Wagner (PT‑BA) pediu à Polícia Federal o adiamento do depoimento previsto para esta sexta‑feira (7), alegando que ainda não teve acesso ao conteúdo da investigação.
A Polícia Federal havia intimado o ex‑líder do governo Lula no Senado em 21 de julho para prestar depoimento sobre suspeitas de recebimento de propina vinculada ao caso Master.
Segundo o advogado Pablo Domingues, que representa o parlamentar, a solicitação foi feita aos delegados responsáveis pela oitiva “com antecedência proporcional”.
Por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, Wagner foi alvo de mandados de busca e apreensão, além de uma ordem que restringe suas atividades econômicas.
A PF investiga um possível vínculo entre o entorno familiar de Wagner, suas empresas, e outros nomes ligados ao liquidado Banco Master.
A ausência do senador será o segundo depoimento da investigação que deixará de ser realizado nesta semana. Augusto Lima, ex‑sócio de Daniel Vorcaro, deveria ser ouvido na segunda‑feira, mas não compareceu, marcando a terceira falta do empresário, que tem estreita relação com Wagner e é chamado de “Guga”.
Os investigadores suspeitam que Wagner recebeu vantagens indevidas do empresário, entre elas um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões. Em conversa interceptada pela PF, o senador enviou ao contato do gerente da construtora a mensagem: “A unidade é a 1702 e o preço é 2,45 mi”.
Ficou registrado que a defesa reiterou o pedido de adiamento, mantendo a posição de que o parlamentar ainda não dispõe das informações necessárias para prestar o depoimento.
Fonte: CNN Brasil Política
