Desempenho setorial: o grupo de habitação registrou queda de 0,10%, com recuo de 0,89% na energia elétrica devido à aplicação da bandeira tarifária verde.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), considerado a prévia da inflação, registrou alta de 0,32% em outubro de 2023, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dos nove grupos pesquisados, apenas o de habitação apresentou queda.
O resultado foi puxado principalmente por alimentação e bebidas, dados divulgados nesta sexta-feira (23). No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 4,62%. No acumulado de janeiro a outubro, a elevação foi de 4,15%.
Em outubro, o grupo alimentação e bebidas avançou 0,88%, sendo responsável por 0,19 ponto percentual do total da inflação mensal. Comparado a setembro, a inflação de alimentos mais do que dobrou, passando de 0,40% para 0,88%.
Dentro de alimentação e bebidas, o subgrupo alimentação no domicílio foi o principal responsável, com alta de 1,01%, contra 0,38% no mês anterior. Apesar desse desempenho, alguns itens registraram queda, como cenoura (-10,67%), frutas (-1,37%) e café moído (-1,16%).
O segundo grupo com maior peso foi o de despesas pessoais, que subiu 0,55% e acrescentou 0,06 ponto percentual ao índice. O aumento foi impulsionado por cinema, teatro e concertos (+4,30%), pacote turístico (+2,18%) e empregado doméstico (+0,62%).
No grupo de habitação, a energia elétrica foi o principal fator da queda de 0,89%, após ter registrado alta de 7,42% em setembro. A redução deve-se à aplicação da bandeira tarifária verde, que elimina a cobrança adicional por consumo.
Em setembro, a bandeira tarifária amarela estava em vigor, acrescentando R$ 1,885 por cada 100 k Wh consumidos. A mudança para a bandeira verde na última semana de outubro foi decisiva para a diminuição do preço da energia elétrica.
Fonte: Metrópoles Brasil
