Investigado por morte de médica é transferido para Rio Branco com quadro estável

O advogado e procurador municipal Francisco Valadares Neto, de 55 anos, foi transferido para o Pronto-Socorro de Rio Branco na tarde desta terça-feira (3), após sofrer uma intoxicação em sua residência, no município de Brasiléia. O deslocamento foi realizado em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), com suporte de equipe médica e de enfermagem, percorrendo a BR-317 em pouco mais de duas horas.

Durante a transferência, o paciente manteve estabilidade clínica, embora tenha sido submetido à intubação endotraqueal como medida de segurança respiratória no Hospital Raimundo Chaar, em Brasiléia, antes da viagem para a capital. Valadares é investigado pela Polícia Civil do Acre por envolvimento no assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, executada a tiros na madrugada de segunda-feira (2) em um estabelecimento comercial no município fronteiriço, próximo ao 5º Batalhão da Polícia Militar.

A vítima possuía uma medida protetiva de urgência contra o investigado e utilizava o dispositivo do “Botão do Pânico” momentos antes do crime. O suspeito também era monitorado por tornozeleira eletrônica. Na manhã de terça-feira, equipes das forças de segurança compareceram à residência do advogado, situada no bairro Ferreira Silva, onde o encontraram inconsciente e caído sobre um notebook.

No local, foram encontrados indícios que apontam para a suspeita de tentativa de suicídio, incluindo embalagens de medicamentos espalhadas e uma taça de vinho. O Samu foi acionado imediatamente, prestando os primeiros socorros e encaminhando o jurista ao hospital local. Diante da gravidade do quadro de intoxicação medicamentosa, a equipe médica decidiu pela transferência de urgência para a unidade de referência em Rio Branco.

Francisco Valadares Neto permanece internado sob cuidados intensivos no Pronto-Socorro de Rio Branco e sob escolta policial. A Polícia Civil do Acre informou que o investigado continuará hospitalizado até receber alta médica e apresentar condições físicas e psicológicas adequadas para prestar depoimento formal sobre as suspeitas que recaem sobre o seu envolvimento no feminicídio da médica.

Fonte: ac24horas

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