Rio Branco encerrou 2025 com desempenho inflacionário mais favorável que o registrado no restante do Brasil. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a capital acreana acumulou variação de 3,27% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), resultado inferior ao índice nacional, que chegou a 4,26% no mesmo período.
O comportamento dos preços ao longo do ano foi influenciado, principalmente, pela estabilidade nos valores dos combustíveis e pelo controle nos custos da energia elétrica em meses-chave. No setor de Transportes, a redução nos preços ajudou a conter pressões inflacionárias. Em dezembro, a gasolina apresentou queda de 0,92%, enquanto o óleo diesel recuou 1,50% na capital.
Mesmo com aumento pontual no fim do ano, a inflação local manteve trajetória abaixo da média brasileira. Em dezembro, o IPCA de Rio Branco registrou alta de 0,59%, acima do índice nacional do mês, que foi de 0,33%. A elevação refletiu o consumo típico do período, sem comprometer o resultado acumulado de 2025.
A conta de energia elétrica teve reajuste de 3,80% a partir de meados de dezembro, após atualização tarifária autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Apesar do impacto imediato, o aumento não alterou de forma significativa o desempenho anual da inflação no município.
Ao longo do ano, oscilações no preço da energia influenciaram os índices mensais. Em setembro, a capital registrou variação de 0,46%, pressionada por alta expressiva na energia residencial. Já em outubro, o índice teve o menor resultado do ano, com avanço de apenas 0,10%, período marcado pela redução nas tarifas de eletricidade.
O IPCA considera o custo de vida de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos. Em Rio Branco, a coleta de preços referente a dezembro foi realizada entre o fim de novembro e o fim de dezembro de 2025.
No cenário nacional, a inflação de dezembro foi puxada principalmente pelo grupo Transportes, com destaque para os aumentos no transporte por aplicativo e nas passagens aéreas. Em sentido oposto, o grupo Habitação apresentou queda, influenciado pela redução no custo da energia elétrica com a mudança na bandeira tarifária.
O resultado nacional de 2025 está entre os menores já registrados desde a implantação do Plano Real, figurando como o quinto menor índice anual da série histórica iniciada em 1995.
