Inadimplência das empresas tem novo recorde: 9,2 milhões, diz Serasa

Em julho, a inadimplência das empresas brasileiras atingiu um novo recorde histórico. O Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian apontou 9,2 milhões de CNPJs com dívidas negativadas.

No mesmo período, o número total de dívidas chegou a 67,2 milhões, totalizando R$ 238,6 bilhões. Cada empresa inadimplente acumulou, em média, 7,3 contas negativadas, com dívida média de R$ 25.983,88 por CNPJ e ticket médio de R$ 3.551,59. O indicador mostrou aumento em relação aos meses anteriores, consolidando a tendência de alta da inadimplência.

A distribuição setorial revelou predominância do comércio, que respondeu por 32,1% das pendências, seguido da indústria com 8% e do segmento primário com 1%. O segmento de serviços representou 55,8% das empresas inadimplentes em julho de 2026, ligeiro aumento em relação a 55,7% em junho de 2026 e 54,1% em julho de 2025. As instituições financeiras, englobando bancos, cartões e financeiras, concentraram 24,3% das dívidas, enquanto 75,7% estavam fora desse grupo.

“Apesar dos cortes recentes da Selic, ainda não observamos uma mudança estrutural nas condições financeiras. O mercado continua precificando juros elevados por um período prolongado, e é essa expectativa que influencia diretamente o custo de financiamento e a capacidade das empresas de rolar suas dívidas”, destacou a economista‑chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack.

As micro e pequenas empresas foram responsáveis por 8,7 milhões de CNPJs negativados, somando 60,5 milhões de dívidas que totalizaram R$ 206 bilhões. Nessa categoria, a média foi de 6,9 contas por empresa, com dívida média de R$ 23.574,33 e ticket médio de R$ 3.403,77. Por região, o Sudeste concentrou o maior volume, liderado por São Paulo (3.147.102 CNPJs), Minas Gerais (915.410) e Rio de Janeiro (870.189), seguidos por Paraná (607.497) e Rio Grande do Sul (533.041).

Os números foram divulgados pela Serasa Experian, que compila o Indicador de Inadimplência das Empresas.

Fonte: Metrópoles Brasil

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