Haddad chama Bolsonaro de “ameaça” e defende “pacto democrático” para 2022


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Ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad
Ricardo Stuckert

Ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) chamou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de “ameaça” e defendeu um “pacto democrático” para o turno das eleições de 2022 com o objetivo de reunir candidaturas que façam oposição ao governo federal.

“A eleição do ano que vem tem que começar no 2º turno. Quem resiste ao Bolsonaro deveria fazer um grande pacto de 2º turno. O Bolsonaro é uma ameaça permanente e a nossa agenda tem que agregar todos nós democratas”, disse o petista em entrevista à CNN Brasil .

Questionado sobre eventuais alianças que o ex-presidente Lula faria para lançar sua candidatura, Haddad disse que elas seriam “as mais amplas possíveis”. “O Lula vai procurar ampliar o tanto quanto for possível o leque de alianças para 2022. Nós precisamos de base popular e base parlamentar”, completou.

As articulações, de acordo com o ex-prefeito da capital paulista, podem incluir também parte do Centrão, grupo conhecido por ser mais interessado na troca de cargos do que na defesa de suas pautas. “Nós vamos nos aliar com todos que se opõem ao Bolsonaro. Hoje o Bolsonaro tem 80%”, disse.

Um dos exemplos que Haddad citou como possibilidade de aliança foi com o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ). “No discurso de Lula esta semana, ele reconheceu que não há semelhança dele com Bolsonaro”, afirmou.

“Nós precisamos que as forças democráticas não cometam o mesmo erro de 2018 e permitam a vitória do Bolsonaro. Temos que ter um compromisso no 2º turno. O que está em jogo é a democracia e as instituições”, completou.

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