Gaeco denuncia 44 pessoas por tráfico e organização criminosa no Acre

O Ministério Público do Acre (MPAC), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), apresentou na quinta-feira (10) denúncia contra 44 pessoas acusadas de integrar organização criminosa e de associação para o tráfico de drogas. A peça foi protocolada na Vara de Delitos de Organizações Criminosas de Rio Branco e representa um desdobramento da Operação Colapso, iniciada em 24 de agosto.

As investigações partiram da análise de celulares apreendidos em operações anteriores. Exames periciais identificaram a estrutura do grupo, incluindo uma lista com 297 pontos de venda de entorpecentes, com os apelidos dos responsáveis e os valores das mensalidades cobradas. Esses dados foram cruzados com informações de outros dispositivos, servindo de base para a operação.

A Operação Colapso, realizada em parceria com a Polícia Militar, cumpriu 75 mandados judiciais: 44 de prisão preventiva e 31 de busca e apreensão, em municípios do Acre e também em Goiânia (GO). Durante as ações, foram apreendidos cerca de R$ 15 mil em espécie, aproximadamente 50 munições, drogas, um veículo e outros materiais.

Os 44 denunciados ocupavam diferentes funções dentro da organização criminosa. Além da formação de organização criminosa e da associação para o tráfico, as acusações incluem crimes de tráfico de drogas e posse ilegal de munição. A denúncia também aponta agravantes como o uso de armas de fogo, a participação de crianças e adolescentes nas atividades ilícitas e a conexão com outras organizações criminosas.

Dezessete dos acusados não foram localizados durante a operação e são considerados foragidas. O MPAC solicitou o desmembramento do processo em relação a elas, com a criação de autos separados, a fim de evitar que a ausência desses acusados atrase o andamento dos demais processos. As provas serão compartilhadas entre todos os autos.

Bens, aparelhos eletrônicos e substâncias apreendidas permanecem sob análise pericial, e os laudos finais serão anexados aos autos ao término dos trabalhos. O Ministério Público pediu o recebimento da denúncia, o prosseguimento da ação penal e a autorização para que as provas sejam compartilhadas com as polícias Civil, Militar e Federal, em razão da conexão com outras investigações em curso no estado.

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