Flávio participa nos Estados Unidos de audiência pública sobre tarifaço

O senador Flávio Bolsonaro (PL‑RJ) participa, nesta terça‑feira (7), de uma audiência pública nos Estados Unidos que debatê‑la a possibilidade de imposição de uma tarifa extra de 25% sobre produtos brasileiros.

Ele deve fazer um discurso de cinco minutos no último dia de debates organizados pelo USTR, órgão que conduz a investigação comercial aberta contra o Brasil, e defender que a sobretaxa não seja implementada.

Flávio argumenta que a medida traria prejuízos para exportadores e consumidores brasileiros e, ao mesmo tempo, poderia fortalecer politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A participação ocorre após o envio de um documento de 86 páginas às autoridades americanas, no qual o senador solicita a suspensão do chamado “tarifaço” e pede que o Pix não seja incluído na disputa comercial entre os dois países.

No material, Flávio afirma que os EUA não têm interesse em adotar medidas econômicas de grande porte contra democracias estrangeiras nas semanas que antecedem uma eleição, sugerindo que a tarifa poderia ser vista como tentativa de influenciar o resultado.

Ele acrescenta que adiar a implementação até depois da votação impediria essa caracterização, ressaltando que o interesse seria indiferente ao candidato vencedor e se basearia em fundamentos internos à política dos EUA, já contemplados pela lei vigente.

O governo brasileiro decidiu, de última hora, enviar observadores da Embaixada do Brasil em Washington à audiência pública no USTR, apenas para acompanhar a sessão, sem direito a fala ou interferência.

Para integrantes do Palácio do Planalto, a presença dos diplomatas tem como objetivo permitir que o governo tome conhecimento dos argumentos apresentados durante o encontro, mas sem alterar a estratégia de negociação com as autoridades americanas.

Está prevista, para esta semana, uma reunião negociadora entre o USTR e o MDIC. Na semana passada, o ministro Márcio Elias Rosa entregou às autoridades americanas uma proposta de encaminhamento para solucionar os seis pontos considerados prioritários nas negociações entre os dois países.

A avaliação do governo é de que as conversas com os Estados Unidos vêm sendo conduzidas há cerca de um ano, sem avanços, por causa da motivação política de parte da Casa Branca.

Fonte: CNN Brasil Política

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