Filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro criticaram a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu visitas de todos os filhos ao pai por 30 dias.
A medida foi tomada depois que Bolsonaro descumpriu uma das ordens restritivas a que está sujeito. Em publicação, o ex‑vereador Carlos Bolsonaro (PL) afirmou que a proibição foi decretada “em questão de segundos após a Procuradoria-Geral da República (PGR)”.
Jair Renan comparou a situação do pai com a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo ele, recebeu visitas de políticos, artistas e sindicalistas enquanto esteve preso na Polícia Federal em Curitiba, chegando a ser lançado candidato à presidência a partir da cadeia.
O ex‑deputado Eduardo Bolsonaro, que reside nos Estados Unidos, lembrou que a Constituição proíbe deixar o preso incomunicável, mesmo em situações graves como o Estado de Defesa. “Não que seja relevante atualmente, mas a Constituição diz que, mesmo numa situação grave, ainda assim, é proibido deixar o preso incomunicável”, disse, sem citar Moraes.
Moraes, porém, ressaltou que Bolsonaro não ficará incomunicável, pois continuará a receber visitas de advogados e médicos, além de conviver com a esposa Michelle Bolsonaro, a filha e a enteada.
O ministro destacou que o sentenciado tem 30 advogados registrados, entre eles Flávio Bolsonaro, que mantêm amplo e diário acesso ao preso. O filho mais velho do presidente está proibido de visitar o pai por 90 dias.
Moraes explicou que a defesa de Bolsonaro é composta por uma equipe de 30 advogados com procuração nos autos, que já realizaram 60 visitas ao longo da prisão domiciliar humanitária, em regime de rotação de seis advogados, garantindo plena comunicação do sentenciado com a defesa técnica.
Fonte: Metrópoles Brasil
