Explosão: a pauta racista traz à tona o movimento fascista em ascensão

Há pouco tempo, o cenário mundial voltou a debater um mal contínuo inserido em todas ou na maioria das sociedades do globo, principalmente a brasileira, o racismo. A onda de protestos contra a violência policial à comunidade negra tomou conta das ruas dos Estados Unidos, causada pela divulgação de um vídeo do assassinato de George Floyd, um homem negro sufocado até a morte pelo joelho de um policial branco na cidade de Minneapolis.

Além de reacender o debate sobre o tema, os protestos antirracistas também mobilizaram um grupo denominado Antifa, composto por pessoas que integram a organização de vários outros coletivos pelo mundo que levantam a bandeira antifascista. Esse movimento chegou ao Brasil e membros de torcidas organizadas tomaram as ruas das principais cidades brasileiras para protestar contra o fascismo e a favor da democracia. Mas você sabe o que significa essa palavra? O fascismo é uma ideologia política ancorada no totalitarismo e que se espalhou por países da Europa após a Primeira Guerra Mundial, em especial no governo italiano do ditador Benito Mussolini.

O fascismo se caracteriza por ser autoritário e ultranacionalista, no qual o líder da nação deve ser cultuado e o indivíduo (cidadão comum) subordinado à vontade da nação, ideia usada para arregimentar apoiadores. Esse tipo de governo surgiu fazendo oposição ao marxismo, à democracia e ao liberalismo. Além disso, o fascismo usa o militarismo – com violência, terror e controle dos meios de comunicação – para censurar, punir, matar opositores e manipular a população.

Na Alemanha, o fascismo deu origem ao nazismo de Hitler, ideologia da exaltação da raça ariana e o antissemitismo (preconceito contra os judeus que culminou no holocausto). Nas últimas décadas, grupos neofascistas e neonazistas surgiram com o intuito de resgatar os valores de governos totalitários. Nesses casos, o ódio, antes destinado aos judeus, se expandiu para pessoas negras, pobres, LGBTs, indígenas, imigrantes, refugiados, mulheres e outras minorias.

O movimento antifascista, ou Antifa, surgiu em oposição à ascensão do fascismo na Europa ainda na década de 20. Essa organização começou por meio da atuação de trabalhadores, partidos, militantes comunistas e grupos de esquerda. A bandeira antifascista tem origem no grupo alemão Ação Antifascista e suas cores, vermelho e preto, que se referem às ideologias do socialismo e anarquismo, respectivamente. Acredito que esse não é um tempo para radicalismo e divergências. É preciso convergência para enfrentarmos a pandemia da Covid-19, inimiga comum. Menosprezar uma pandemia e vidas perdidas é um caminho muito perigoso no Brasil.

Mas o combate às doutrinas radicais não pode parar. Ideias como o fascismo – que na atualidade adotam discursos envolventes e “suaves” sobre um inimigo comum, que no caso do Brasil é o comunismo, como em décadas passadas que resultaram na Ditadura Militar – não trazem benefícios à população que mais precisa de políticas públicas para ter o tão sonhado bem-estar. Nenhum extremo, tanto de direita quanto de esquerda, pode prejudicar nosso sistema. A minha bandeira é a democracia!

Jebert Nascimento

Empresário, advogado, administrador e contador acreano

Redes sociais: @jebertnascimento

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