Ex-prefeito Tião Bocalom diz que troca de partido atrapalhou resultado eleitoral

O ex-prefeito de Rio Branco Tião Bocalom (PSDB) avaliou nesta quinta-feira (15) que a mudança de partido durante o período eleitoral pode ter prejudicado sua votação. “Eu acho que essa mudança minha também acabou atrapalhando um pouco. Cada eleição é uma eleição”, afirmou ao jornalista Roberto Vaz, do ac24horas.

Ele relatou situações em que pessoas se aproximavam para cumprimentá-lo e tirar fotografias, inclusive durante paradas em semáforos.

Bocalom avaliou que a mudança de partido durante o período eleitoral pode ter prejudicado seu desempenho nas urnas. Segundo ele, a receptividade encontrada nas ruas, com pedidos de fotografias e manifestações de apoio, alimentou a expectativa de vitória no primeiro turno. No entanto, reconheceu que a percepção não se confirmou. “Dessa vez, o Data Povo errou, e errou feio”, afirmou.

Sobre o apoio do prefeito Alysson Bestene (PP) à governadora Mailza Assis (PP), disse que não foi comunicado antecipadamente, mas considerou a decisão natural, já que o sucessor permanece filiado ao partido.

O ex-prefeito também apontou a desigualdade de recursos financeiros entre as campanhas como um dos fatores que influenciaram o resultado eleitoral. Afirmou que seus aliados enfrentaram dificuldades por falta de dinheiro e mencionou supostas práticas de compra de votos na reta final da disputa. “Na última hora, meu amigo, tinha compra e recompra”, declarou.

Ao comentar o desempenho da esposa, Kellen Bocalom, afirmou que o PSDB poderia ter conquistado uma cadeira na Câmara dos Deputados caso ela tivesse alcançado aproximadamente 35 mil votos. Segundo ele, Kellen estreou na política principalmente para ajudá-lo e o acompanhou em viagens pelo estado.

Bocalom destacou ainda sua antiga amizade com Mailza, lembrando que recebeu seu apoio na eleição municipal de 2020, mesmo diante de divergências políticas com o então governador Gladson Cameli.

Sobre a possibilidade de assumir a Secretaria de Estado de Agricultura, afirmou que aceitaria conversar, desde que tivesse autonomia e recursos para desenvolver projetos, especialmente na recuperação de ramais e no apoio aos produtores rurais. “Se não for para dar resultado, apenas para receber um salário, prefiro ficar cuidando do meu cafezinho”, declarou.

O ex-prefeito também condenou ataques pessoais motivados por divergências políticas e afirmou que sua oposição histórica ao PT sempre esteve relacionada ao modelo de desenvolvimento defendido pelo partido. Disse manter boas relações com diferentes lideranças, incluindo o senador Sérgio Petecão (PSD).

Por fim, afirmou que pretende deixar uma eventual nova candidatura para ser avaliada daqui a quatro anos, embora continue disposto a colaborar com seus aliados políticos.

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