Ex-padre Fábio Amaro é condenado a nove anos por estupro no Acre

O ex‑padre Fábio Amaro teve a absolvição anulada e foi condenado a nove anos e seis meses de reclusão pelo crime de estupro. A decisão foi proferida nesta terça‑feira pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJ‑AC), após o Ministério Público interpor recurso contra a sentença que o havia inocentado por falta de provas. Além da prisão, o tribunal determinou o pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 10 mil à vítima.

Os fatos investigados ocorreram entre 2008 e 2009, quando Amaro exercia a função de pároco em Rio Branco. A vítima era um adolescente de cerca de 16 anos na época. O processo também continha o depoimento de uma jovem que frequentava o confessionário, mas a acusação contra ela prescreveu.

Como a sentença ainda pode ser objeto de recurso, o ex‑padre tem a possibilidade de recorrer em liberdade.

Em entrevista ao portal G1/AC, a vítima, que preferiu manter a identidade em sigilo, comentou o impacto da nova decisão e criticou a postura da Igreja durante o caso. “Depois de tanta dor, finalmente houve um reconhecimento pela Justiça de que aquilo que eu denunciava era sério. A própria Igreja, em vez de acolher e escutar, tentou colocar em dúvida a minha palavra e proteger a instituição. Isso também fez parte da violência que precisei enfrentar”, afirmou.

A defesa de Fábio Amaro foi contatada, mas não enviou posicionamento até o fechamento da matéria. A Diocese de Rio Branco informou que está analisando, com seu setor jurídico, a possibilidade de emitir nota oficial sobre o desfecho.

A decisão do TJ‑AC representa o último estágio de um processo que ainda pode ser revisado em instâncias superiores, mantendo viva a discussão sobre responsabilidade institucional e justiça para a vítima.

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