A energia elétrica residencial foi o item que mais impactou a inflação de Rio Branco em junho de 2026, contribuindo com 0,15 ponto percentual para o índice, segundo o boletim do Sistema de Monitoramento da Inflação, do PET Economia da Universidade Federal do Acre (Ufac), consultado nesta segunda‑feira (13).
O peso da conta de luz na capital acreana foi duas vezes e meia maior que o registrado pelo mesmo item no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que apontou 0,06 ponto percentual, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na divulgação nacional do índice de junho. O reajuste ocorreu com a bandeira tarifária amarela em vigor e ajustes pontuais em outras capitais.
Rio Branco encerrou junho com IPCA de 0,29%, acima da média nacional de 0,16% e da média das dezesseis capitais e regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, de 0,21%. No ranking das localidades, a capital ficou em sétima posição, atrás do Rio de Janeiro (0,32%) e à frente de Goiânia (0,26%).
O grupo Habitação destacou‑se no município, acelerando de 1,13% em maio para 1,74% em junho, a maior variação entre todos os grupos pesquisados na capital, e elevando seu impacto de 0,14 para 0,22 ponto percentual.
Em contraste, o mesmo grupo no âmbito nacional desacelerou de 1,22% em maio para 0,63% em junho, reduzindo seu impacto no IPCA de 0,10 ponto percentual, efeito puxado pela queda da variação da energia elétrica residencial, que passou de 3,67% para 1,53% no período.
