Endividamento das famílias brasileiras estabiliza após 5 meses de alta, aponta CNC

O endividamento das famílias brasileiras manteve-se em 81,6% em junho, mesmo percentual registrado em maio, indicando estabilização após cinco meses consecutivos de alta. Os números são da Peic, pesquisa da CNC, divulgada nesta terça‑feira (14).

O indicador corresponde ao número de domicílios que declararam ter dívidas a vencer em cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré‑datado e prestações de carro ou casa.

O cartão de crédito continua sendo a modalidade mais utilizada, com 84,7% das famílias endividadas, seguido pelos carnês de loja (16,0%) e pelo crédito pessoal (13,2%).

Segundo a CNC, a estabilidade do índice decorre do avanço de 0,6 ponto percentual entre as famílias com renda entre três e cinco salários mínimos, ao passo que houve recuo de 1,3 ponto percentual entre aquelas com renda entre cinco e dez salários mínimos.

A parcela de famílias que se consideram muito endividadas subiu de 17,0% em maio para 17,2% em junho.

Já a proporção de domicílios que se avaliam pouco endividados aumentou de 33,3% para 34,2% no mesmo período.

A CNC ressalta que a percepção de endividamento captada pela pesquisa tem caráter subjetivo, refletindo a avaliação individual de cada família sobre seu grau de comprometimento financeiro, sem indicar necessariamente situação de superendividamento e influenciada por fatores culturais e pela relação de cada consumidor com o crédito.

Fonte: Poder Economia

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