A repercussão da morte do colunista social e servidor do Ministério Público do Acre, Moisés Alencastro, mobilizou amigos, colegas de profissão e integrantes de movimentos sociais, que passaram a se manifestar publicamente nas redes sociais desde que a informação foi confirmada. O caso gerou forte comoção no meio cultural e jornalístico acreano.
Entre as manifestações que ganharam maior destaque está a do ativista de direitos humanos da população LGBTQIA+ no Acre, Germano Marino. Em publicação amplamente compartilhada, ele demonstrou consternação com a perda e fez um apelo por equilíbrio e responsabilidade diante do momento de dor vivido por familiares, amigos e pela comunidade.
Na mensagem, Germano ressaltou que as circunstâncias da morte ainda não estão totalmente esclarecidas e que o trabalho de investigação está em andamento. Segundo ele, a atuação da perícia e das autoridades competentes é fundamental para que os fatos sejam apurados com rigor, sem precipitações ou julgamentos antecipados.
O ativista também destacou o impacto emocional provocado pela morte de Moisés, lembrando o carinho e a presença marcante do colunista na vida de muitas pessoas. Para Germano, o momento exige empatia e cuidado, especialmente para evitar a disseminação de informações não confirmadas que possam ampliar o sofrimento dos mais próximos.
A seguir, a nota completa publicada por Germano Marino:
Queridos e queridas amigas, neste momento de profunda dor e consternação, com todo respeito, que possamos manter a calma e a serenidade. Ainda não temos informações completas sobre a morte do nosso querido amigo Moisés Alencastro.
A perícia e as autoridades competentes iá estão atuando, empenhadas em apurar todos os fatos e esclarecer as circunstâncias dessa perda tão triste e inesperada.
Sabemos que o choque, a tristeza e a revolta tomam conta de todos nós. Moisés era uma pessoa querida, presente, e sua partida nos deixa profundamente abalados.
Justamente por isso, pedimos compreensão e responsabilidade para que aguardemos os resultados das análises e da investigação em curso, evitando especulações que possam aumentar ainda mais a dor de familiares, amigos e de toda a comunidade.
No tempo devido, as informações oficiais serão divulgadas, e todos nós teremos conhecimento do que realmente aconteceu. Hoje, o que nos cabe é o respeito, o silêncio solidário, a oração para quem crê e o acolhimento mútuo.
Moisés não merecia partir dessa forma, e sua ausência deixa um vazio imenso. Que possamos honrar sua memória com dignidade, empatia e união neste momento tão difícil. Seguimos juntos, consternados, mas confiantes de que a verdade será esclarecida.
