‘Efeito coronavírus’ em Rio Branco: supermercados cheios; ruas vazias

A confirmação dos três casos positivos de coronavírus no Acre na manhã desta terça-feira (17), fez com que muita gente corresse aos supermercados a fim de abastecer suas residências com alimentos e artigos de higiene. Minutos após a confirmação dos casos, os supermercados da capital ficaram lotados e na manhã desta quarta-feira (18) a superlotação continuou em todos os mercados de Rio Branco.

Supermercado lotado na manhã desta quarta-feira (18). Foto/oacreagora.com

Mas o que se viu também na manhã desta quarta-feira (18) foi uma cidade com ruas vazias, comércio parado e bancos sem filas. O relógio marcava 8h45 e o Banco do Brasil da Avenida Ceará não tinha nenhum cliente sendo atendido nos caixas e apenas uma pessoa utilizava o terminal eletrônico. “Nunca vi essa agência tão vazia assim”, disse Ana Machado (24) que vende castanha na entrada do banco há três anos.

Rua principal do Montanhês vazia nesta manhã. Foto/oacreagora.com

O gerente da loja de material de construção Martelão, situada na Avenida Minas Gerais, Rafael Bezerra (36) falou à reportagem de oacreagora.com que por enquanto permanecerão abertos, mas que o movimento está muito ruim. “Desde ontem que está tudo parado. Por enquanto vamos continuar abertos e ver o desenrolar desta situação, mas está complicado. Até a rua aqui na frente que é muito movimentada está quase sem carros.”, lamentou.

Av. Minas Gerais sem movimento de veículos ao meio dia. Foto/oacreagora.com

A empresária Ana Cléia Borges dos Santos, proprietária da Churrascaria Rio Branco publicou comunicado informando que o estabelecimento fechará as portas inicialmente por um período de 14 dias.  

Bairro Caladinho: ninguém na rua. Foto/oacreagora.com

Outro empresário do setor de alimentação, Júnior Monte (33) proprietário do Restaurante Minas In, relatou que desde ontem após a confirmação dos três casos positivos do coronavírus no estado que o movimento diminuiu consideravelmente. O empresário, contudo ainda não tem decisão tomada sobre fechar ou não o estabelecimento neste período de quarentena. “Estamos adotando todas as medidas que a prefeitura incluiu no decreto, por enquanto continuamos funcionando normalmente, mas dependendo do desenrolar da situação da doença e do movimento no restaurante, podemos sim fechar durante o período mais crítico da proliferação do vírus”, disse.

Lojas vazias em decorrência da pandemia. Foto/oacreagora.com

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