Servidores da Educação municipal voltaram às ruas na manhã desta quinta-feira (28) e bloquearam a via em frente à Câmara Municipal de Rio Branco durante mais um ato da greve da categoria. Com panelas, carro de som, buzinas e cartazes, os manifestantes protestaram contra a decisão judicial que determinou a suspensão imediata da paralisação.
O ato ocorreu em meio ao impasse entre sindicatos e a Prefeitura de Rio Branco sobre as reivindicações dos trabalhadores. A categoria cobra reajuste salarial, reformulação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR), valorização dos servidores de apoio e melhores condições de trabalho.
Durante a mobilização, os manifestantes ocuparam a rua em frente ao prédio da Câmara, causando interdição parcial do trânsito na região. O panelaço e as palavras de ordem chamaram a atenção de vereadores e de quem passava pelo local.
A manifestação acontece um dia após o prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, afirmar que a prefeitura não pretende apresentar uma nova proposta salarial neste momento. Segundo ele, o município atingiu o limite orçamentário para gastos com pessoal.
“Nosso limite orçamentário e financeiro já se esgotou pra esse momento”, declarou o prefeito em entrevista na quarta-feira (27).
Na mesma entrevista, Alysson disse ainda que a proposta apresentada pela prefeitura será mantida mesmo em uma eventual nova rodada de negociação mediada pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJAC).
“Não tem outra proposta para apresentar”, afirmou.
A greve da Educação municipal foi suspensa por decisão do desembargador Nonato Maia. A liminar determinou o retorno das atividades em até 24 horas e estabeleceu multa diária de R$ 50 mil aos sindicatos em caso de descumprimento.
Apesar da decisão judicial, representantes do Sintesac afirmaram que a categoria continuará mobilizada.
Foto: Matheus Mello/ContilNet
