Dificuldades partidárias levam Bocalom a reavaliar planos para 2026

A tentativa do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), de encontrar um caminho partidário para disputar o governo do Acre em 2026 continua cercada de incertezas nos bastidores políticos do estado.

Interlocutores próximos ao cenário político local afirmam que, diante das dificuldades para viabilizar uma candidatura competitiva ao Palácio Rio Branco, uma das alternativas em avaliação seria o próprio prefeito permanecer no cargo e concluir o mandato à frente da prefeitura da capital, que se estende até 2028.

Nos últimos dias, circularam especulações sobre possíveis arranjos eleitorais envolvendo outras candidaturas majoritárias. No entanto, uma fonte considerada próxima às articulações políticas afirmou à reportagem que não há qualquer tratativa envolvendo uma eventual aliança entre Bocalom e o senador Alan Rick, nem hipótese de candidatura do prefeito ao Senado.

O cenário político ganhou novo capítulo após a reunião de Bocalom com o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, realizada nesta terça-feira (10), em Brasília. O encontro discutiu a possibilidade de filiação do prefeito ao partido, mas terminou sem uma definição imediata.

De acordo com o secretário municipal de Comunicação, Ailton Oliveira, que acompanhou a agenda, a conversa foi considerada positiva. Ainda assim, a direção nacional da legenda solicitou alguns dias para analisar o contexto político antes de tomar uma decisão.

Após o compromisso em Brasília, Bocalom seguiu para São Paulo, onde participa de um evento ligado aos tribunais de contas. O retorno a Rio Branco está previsto para quinta-feira (12).

A eventual filiação ao PSDB vinha sendo tratada como uma das alternativas para viabilizar uma candidatura ao governo em 2026, sobretudo pelo histórico político de Bocalom com a sigla.

Mesmo assim, o caminho partidário não é simples.

No MDB, vereadores da legenda em Rio Branco já sinalizam que não há espaço para a filiação do prefeito. A tendência interna do partido, segundo interlocutores, é manter apoio à vice-governadora Mailza Assis na disputa pelo governo do estado.

Com o MDB fora do radar, uma das poucas alternativas partidárias mencionadas nos bastidores seria o Avante — legenda considerada pequena para sustentar, sozinha, um projeto estadual do porte pretendido pelo prefeito.

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