O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, lembrado nesta quinta-feira (10), reforça a importância de falar sobre saúde mental, reconhecer situações de sofrimento e facilitar o acesso à ajuda. No Acre, 100 mortes por suicídio foram registradas em 2025, segundo o relatório anual de Mortes Violentas Intencionais da Polícia Civil do Estado.
O total representa alta de 6,45% em relação a 2024, quando foram contabilizados 93 casos. A série histórica da Polícia Civil indica que 2023 chegou a 114 registros, o maior número dos últimos anos analisados.
A capital Rio Branco concentrou 43 dos 100 óbitos, seguida por Cruzeiro do Sul e Tarauacá, com 11 casos cada. Os demais municípios do estado somaram o restante dos registros.
A maioria das vítimas era do sexo masculino – 79 homens e 21 mulheres. As faixas etárias mais afetadas foram de 30 a 39 anos, com 35 casos, e de 18 a 29 anos, com 29 ocorrências.
A Polícia Civil alerta que os números podem ser ajustados à medida que avançam as investigações. Os dados são compilados pelo Departamento de Inteligência e enviados mensalmente ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e ao Ministério Público do Acre.
Instituída em 2003 pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio, em parceria com a Organização Mundial da Saúde, a data encerra em 2026 o ciclo trienal “Mudar a Comunicação sobre o Suicídio”, que busca reduzir o estigma e estimular diálogos abertos.
No Brasil, a campanha se associa ao Setembro Amarelo, período dedicado à conscientização sobre a prevenção do suicídio e à valorização da saúde mental. Em 2026, a comunicação nacional enfatiza a importância de escutar e estar presente para quem atravessa sofrimento emocional.
Os serviços de saúde recomendam que pessoas em sofrimento procurem atendimento profissional nas Unidades Básicas de Saúde ou nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Em situações de emergência, o Samu pode ser acionado pelo número 192, e o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio gratuito 24 h pelo telefone 188.
A prevenção também depende da atenção de familiares, amigos e pessoas próximas, que devem escutar sem julgamentos e incentivar a busca por ajuda especializada.
