Desemprego cai para 5,4% em junho, segundo levantamento do IBGE

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,4% no trimestre móvel encerrado em junho de 2026, segundo a PNAD Contínua divulgada nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice representou queda de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (janeiro a março), quando estava em 6,1%, e diminuição de 0,4 ponto percentual frente ao mesmo período de 2025, que registrou 5,8%.

O número de pessoas desocupadas passou a 5,9 milhões, redução de 10,9% ou 718 mil pessoas comparado ao trimestre anterior. Já a população ocupada atingiu 103,1 milhões, alta de 1,1% no comparativo trimestral.

Esse patamar de 5,4% constitui o menor nível de desemprego registrado para um trimestre encerrado em junho desde o início da série histórica da PNAD Contínua, que começou em 2012.

O rendimento médio real habitual do trabalhador brasileiro ficou em R$ 3,7 mil, praticamente estável em relação ao trimestre anterior (R$ 3,8 mil) e 2,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

A massa salarial real, que soma a remuneração de todos os trabalhadores, chegou a R$ 380,3 bilhões, alta de 3,6% ou R$ 13,2 bilhões na comparação anual.

A taxa composta de subutilização, que inclui desempregados, subocupados por insuficiência de horas e força de trabalho potencial, recuou para 12,9%. O contingente de pessoas subutilizadas foi de 14,7 milhões, queda de 10,1% em relação ao trimestre anterior.

O número de desalentados, pessoas que deixaram de procurar emprego por não acreditarem em conseguir vaga, diminuiu para 2,3 milhões, representando recuo de 14,7% frente ao primeiro trimestre do ano.

A expansão da ocupação no período foi impulsionada pelos setores de transporte, armazenagem e correio, que cresceram 3,9% (235 mil pessoas), e pelos segmentos de administração pública, defesa, seguridade social, educação e saúde, que avançaram 2,6% (489 mil pessoas). Em contraste, o grupamento de serviços domésticos registrou queda de 5,0%, equivalente a 289 mil pessoas a menos em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.

Fonte: Poder Economia

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