O deputado Rogério Correia (PT-MG), vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, defendeu o afastamento do senador Jaques Wagner (PT-BA) da liderança do governo no Senado após o parlamentar passar a ser alvo de investigação da Polícia Federal na 9ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada na quinta-feira (18).
Em publicação nas redes sociais, Correia afirmou que o senador deveria deixar temporariamente a função para se dedicar à própria defesa, ressaltando que a presunção de inocência deve ser preservada durante o andamento das investigações.
Segundo o deputado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem defendido que apurações sejam conduzidas até o fim, independentemente dos envolvidos.
Além de Jaques Wagner, a operação também teve como alvo o ex-sócio do Banco Master, Augusto Ferreira Lima, e outras sete pessoas. A investigação apura suspeitas de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
Na mesma publicação, Rogério Correia afirmou que as novas informações não alteram o que considera ser a origem do escândalo envolvendo o Banco Master. O parlamentar também citou nomes ligados à oposição que já apareceram nas investigações.
Entre eles está o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que, segundo o deputado, teria negociado um repasse de R$ 134 milhões com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para a produção do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Correia também mencionou o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que, de acordo com informações apontadas pela investigação, teria recebido ao menos R$ 6 milhões em pagamentos do então proprietário da instituição financeira.
Fonte: CNN Brasil
