A defesa de Jair Bolsonaro (PL) solicitou autorização ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para que o ex-presidente possa receber as visitas dos senadores Rogério Marinho (PL) e Tereza Cristina (PP).
A solicitação tem um significado político relevante, especialmente diante da disputa pela presidência do Senado Federal, prevista para 1º de fevereiro de 2027. Rogério Marinho e Tereza Cristina são ex-ministros do governo Michelle Bolsonaro (PL) e integram o mesmo grupo político.
Ambos lançaram candidaturas à presidência do Senado e buscam frear uma possível recondução de Davi Alcolumbre (União-AP) ao comando da Casa. Há uma expectativa dentro do bolsonarismo de que os encontros com Bolsonaro sirvam para definir uma estratégia conjunta sobre como o movimento pode utilizar o Senado para se fortalecer politicamente.
No entanto, Tereza Cristina não dá sinais de que pretende abrir mão de sua candidatura. Segundo a analista de Política da CNN, Isabel Mega, isso preocupa o campo bolsonarista, pois a manutenção das duas candidaturas simultaneamente pode provocar uma divisão de votos, favorecendo justamente o projeto de Alcolumbre.
A batalha pelos votos concentra-se especialmente nos senadores ligados ao chamado Centrão. O PP, partido de Tereza Cristina, e o União Brasil, de Davi Alcolumbre, são partidos desse grupo e integram a mesma federação partidária. Essa federação já anunciou apoio a Alcolumbre logo após o resultado do segundo turno das eleições.
Por outro lado, o PL de Rogério Marinho chega ao pleito com uma bancada expressiva de ao menos 29 senadores, número que pode ainda sofrer alterações, além de contar com o apoio de mais três senadores do Novo. Todos os envolvidos estão fazendo contas detalhadas, senador por senador, para identificar possíveis adesões ou deserções.
Há ainda a expectativa de que Bolsonaro contribua ativamente para essa estratégia, especialmente considerando que Michelle Bolsonaro (PL) assumirá uma cadeira no Senado.
Fonte: CNN Brasil Política
