Alcolumbre define Eduardo Braga como relator do Orçamento de 2027

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), definiu o senador Eduardo Braga (MDB-AM) como relator do Orçamento de 2027. Líder do MDB, Braga é próximo de Alcolumbre e já havia anunciado apoio à reeleição dele no comando da Casa.

A indicação ocorreu depois que aliados de Alcolumbre cogitaram entregar a relatoria a Eduardo Gomes (PL-TO), atual vice-presidente do Senado. A ideia era atrair parte da bancada do PL para a eleição de fevereiro de 2027, que escolherá a cúpula do Congresso.

No entanto, um acordo anterior já garantia a vaga de relator para o MDB. O partido também tem a seu favor o fato de as bancadas do Norte e do Nordeste terem apoiado Lula (PT) no segundo turno, contrariando a Executiva Nacional. Braga integra esse grupo de aliados que ficou ao lado do petista.

Alcolumbre articula votos do PL e de siglas alinhadas ao bolsonarismo, como o Republicanos, para se reeleger. A maior dificuldade é a bancada do PL, que a partir do próximo ano será a maior da Casa.

O Partido Liberal elegeu 19 novos senadores nas eleições de 2026 e terá 29 cadeiras no Senado Federal em 2027. A vitória na disputa pelo comando da Casa exige 41 votos.

Depois de fugir para os Estados Unidos, Flávio Bolsonaro (PL) reafirmou que o partido lançará a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) ao cargo.

A análise do Orçamento de 2027 foi adiada pelo Congresso para depois do fim das eleições. Por lei, o governo precisava enviar a peça orçamentária até 31 de agosto, o que foi feito. Como a campanha eleitoral começou logo em seguida, Câmara e Senado adiaram a análise.

Agora, o Congresso deve aprovar tanto a Lei de Diretrizes Orçamentárias como a Lei Orçamentária Anual. A expectativa é de aprovação até 22 de dezembro.

A discussão sobre o direcionamento e o gasto do dinheiro público no próximo ano é realizada pela Comissão Mista de Orçamento (CMO). Passadas as eleições, o Congresso corre contra o tempo para votar o Orçamento até o fim do ano.

O risco é repetir o que ocorreu com o Orçamento de 2025, quando a PLOA não foi votada até o fim de 2024 e acabou aprovada apenas em março do ano seguinte. Se esse cenário se repetir, o Orçamento de 2026 seria votado na nova composição do Congresso, em que o Centrão encolheu e o PL formou as maiores bancadas na Câmara e no Senado.

Fonte: G1 Brasil/Política

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