O Acre aparece entre os estados mais caros do país quando o assunto é despesa básica mensal. Levantamento divulgado pela Serasa em parceria com a Opinion Box aponta que o custo médio de vida no estado chegou a R$ 3.550 em 2026, valor acima da média nacional, estimada em R$ 3.520.
O estudo considera gastos essenciais como moradia, alimentação, transporte, saúde e serviços básicos. No ranking nacional, o Distrito Federal lidera, com custo médio de R$ 4.920, seguido por Paraná (R$ 4.300) e São Paulo (R$ 4.270).
Na outra ponta da tabela aparecem Sergipe (R$ 2.010), Maranhão (R$ 2.230) e Alagoas (R$ 2.450), com os menores custos médios mensais do país.
Dentro da Região Norte, o Acre figura entre os estados com maior custo mensal. O valor registrado no estado supera o de Amazonas (R$ 2.990), Pará (R$ 3.050), Rondônia (R$ 3.100) e Amapá (R$ 2.830). Apenas Roraima (R$ 3.710) e Tocantins (R$ 3.810) apresentam médias superiores na região.
Especialistas ouvidos no levantamento indicam que fatores logísticos ajudam a explicar o resultado. A dependência do transporte rodoviário para abastecimento, a distância dos grandes centros produtores e o preço dos combustíveis impactam diretamente o valor final de alimentos e produtos industrializados.
Com custo médio de R$ 3.550, famílias acreanas precisam comprometer parcela significativa da renda apenas para despesas básicas. O valor supera o salário mínimo vigente, o que exige, em muitos casos, complementação de renda ou divisão de gastos entre membros da família.
A pesquisa foi realizada entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, com base em dados sistematizados a partir da malha territorial do IBGE.
