Crianças e as tecnologias digitas com foco nas consequências futuras

As tecnologias digitais de informação e comunicação tomaram conta do globo e agora fazem parte da vida social de praticamente todos nós. As crianças, por sua vez, não ficaram de fora, sendo expostas fortemente a essas tecnologias que acabam contribuindo para o constructo social, tanto positiva como negativamente. Todas essas exposições as tecnologias fazem parte do processo de evolução humana, e os nascidos nessa época dão a entender que já vêm “formatados” para dominar todas elas. Mesmo apresentando extrema habilidade em lidar com as tecnologias, isso não garante que ela entenda o sentido de vigilância, ou seja, as crianças não têm o feeling para filtrar o que realmente é importante ou que é alcançável. Neste sentido vamos refletir sobre a temática: Crianças e as tecnologias digitais com foco nas consequências futuras.

Se você tem crianças em casa ou contato frequente com elas, com certeza já percebeu o grande envolvimento das mesmas com as redes sociais e principalmente entretidas com vídeos, onde encontramos diversos temas para diferentes públicos.

A busca por assinantes em determinados canais é tanta, que em sua grande maioria a primeira coisa que se ouve depois da introdução é: curta, compartilhe o vídeo e assine o meu canal. Essa é uma estratégia usada e que vêm dando certo, afinal de contas são vários e cada vez mais crescentes os que buscam fama, dinheiro e influência nos tempos digitais através desse meio. Porém, nota-se que as crianças que costumam assistir com frequência acabam repetindo as falas, comportamentos e atitudes das pessoas vistas por elas em tais canais. As consequências negativas podem ser inúmeras, motivadas pelo fato de que as crianças ainda estão em processo de construção de caráter, e o acesso exacerbado sem supervisão de um adulto pode cristalizar nela um sentimento de que toda a realidade existente no mundo é o que é vivido e repassado naqueles vídeos, colocando-a em uma espécie de “bolha” de concepção e valores.

Como consequência disso, encontraremos no futuro adolescentes e posteriormente adultos com várias falhas que podem ser desde o cognitivo, comportamental, social, profissional, familiar e até mesmo transtornos de personalidade. Devido ao “alívio” de momento dos pais que presenteiam os seus filhos com aparelhos celulares, tabletes e afins, para que os mesmos fiquem quietos e não deem “trabalho”, e assim, tenham mais tempo para fazer suas atividades diárias ou que simplesmente não sejam incomodados. Tais atitudes devem ser revistas para que isso não se transforme em um problema que acarrete mais investimentos financeiros, cuidado e atenção.

Os aspectos acima citados são sentidos principalmente em relação ao comportamento, diminuição da capacidade de resolução de problemas por não saberem como lidar com a frustração, baixa capacidade de atenção seletiva e concentrada, e mais uma lista interminável de queixas apresentadas por pais e professores.

Foto: Internet

A forma mais eficiente para lidar com isso não é privar as crianças do contato com a tecnologia, afinal não queremos atitudes que remetam a “8 ou 80”, mas que contribuam positivamente. Para isso, os pais ou cuidadores podem acrescentar mais afeto, atenção, carinho e responsabilidade aos seus pequenos, além da inserção de habilidade sociais, como: resolução de problemas, empatia, civilidade, entre outros.

Por mais que tudo isso seja uma enxurrada de informações e que os pais e/ou cuidadores não saibam como resolver sozinhos, podem recorrer ao auxílio de profissionais capacitados e que irão orientá-los para tal. Entre esses profissionais estão os psicólogos e pedagogos que com toda certeza contribuem positivamente nesse processo.

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