A Controladoria-Geral da União (CGU) publicou nesta quinta-feira (23) no Diário Oficial da União a decisão que suspende oito servidores públicos por fraude na inclusão de dados falsos de vacinação contra a Covid-19.
As sanções consistem na suspensão das atividades por períodos que variam entre 30 e 47 dias, conforme o término dos processos administrativos. Segundo a CGU, ao menos parte dos sancionados teria pago a terceiros para que fossem inseridos registros de vacinação inexistentes em seus nomes.
Os processos apontam que as irregularidades ocorreram no Ministério da Saúde e nas universidades federais de Juiz de Fora (UFJF), do Rio de Janeiro (Unirio) e do Paraná (UFPR). Durante a pandemia, estados e municípios passaram a exigir a comprovação da imunização contra a Covid-19 para o acesso a espaços coletivos públicos, o que motivou a prática fraudulenta.
O caso remete a investigações anteriores envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi alvo de apuração por suposta fraude no cartão de vacinação. Em março deste ano, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o arquivamento do inquérito por falta de provas.
O tenente-coronel Mauro Cid, em colaboração premiada, alegou que Bolsonaro teria ordenado a inserção dos dados falsos. A medida da CGU demonstra a continuidade da fiscalização sobre fraudes relacionadas à documentação de vacinação, reforçando a necessidade de integridade nos registros de saúde pública.
Fonte: CNN Brasil Política
