Rio Branco registrou em agosto a cesta básica mais barata entre as sete capitais da Região Norte. O conjunto de alimentos essenciais custou R$ 659,66 na capital acreana, após queda de 4,68% em relação a julho, segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Dieese em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A redução registrada em Rio Branco foi também a maior entre as 27 capitais pesquisadas no país. Na sequência apareceram Manaus, com queda de 4,55%, Boa Vista, com 4,47%, Aracaju, com 3,89%, e Cuiabá, com 3,37%.
No Brasil, o movimento de queda foi generalizado. O preço da cesta básica diminuiu em 25 das 27 capitais em agosto. Apenas Maceió, com alta de 1,43%, e São Luís, com aumento de 0,78%, registraram elevação no mês.
Mais barata do Norte
Entre as capitais da Região Norte, Rio Branco apresentou o menor custo da cesta em agosto. Depois da capital acreana aparecem Porto Velho, com R$ 664,79, e Manaus, com R$ 666,02.
Boa Vista teve cesta de R$ 698,04, Macapá de R$ 702,68, Belém de R$ 709,12 e Palmas apresentou o maior valor da região, com R$ 718,54.
Os valores colocam Rio Branco R$ 58,88 abaixo de Palmas, uma diferença de aproximadamente 8,2% entre a cesta mais barata e a mais cara da Região Norte.
No ranking nacional, considerando as 27 capitais, Rio Branco apresentou a sétima cesta básica mais barata do país. Valores menores foram encontrados em Aracaju, Natal, Maceió, Salvador, João Pessoa e Recife.
A cesta mais cara do Brasil foi registrada em São Paulo, onde os produtos somaram R$ 900,59. Na sequência apareceram Cuiabá, com R$ 851,57, Rio de Janeiro, com R$ 851,19, e Florianópolis, com R$ 850,90.
Queda do tomate
Em Rio Branco, a principal influência para a redução do custo em agosto veio do tomate, que ficou 25,93% mais barato em relação a julho. Também apresentaram queda o açúcar cristal, de 2,94%, óleo de soja, de 1,34%, feijão carioca, de 0,56%, café em pó, de 0,43%, e pão francês, de 0,14%.
Por outro lado, a farinha de mandioca subiu 8,93%, enquanto o arroz agulhinha teve aumento de 3,45%.
Apesar da queda expressiva em agosto, a cesta básica de Rio Branco ainda acumula alta de 5,36% em 2026. Na comparação com agosto do ano passado, o avanço é de 2,87%.
Para comprar todos os produtos da cesta em agosto, um trabalhador de Rio Branco remunerado pelo salário mínimo precisou trabalhar 89 horas e 32 minutos.
A pesquisa passou a abranger as 27 capitais brasileiras após a parceria entre o Dieese e a Conab para ampliar o acompanhamento dos preços dos alimentos básicos no país.
