Casas Bahia afirma que negocia e busca alternativas para crise financeira

O Grupo Casas Bahia declarou que continua negociando com diferentes agentes do mercado em busca de alternativas para sua situação financeira, porém ainda não há definição sobre uma eventual operação de captação de recursos, inclusive financiamentos.

A empresa respondeu a questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) acerca de notícia que mencionava a negociação de um DIP de até R$ 1 bilhão, afirmando que não existem definições quanto ao tamanho, prazo ou contraparte da operação, razão pela qual não há informação a ser divulgada no momento.

Em 16 de agosto de 2026, o Grupo Casas Bahia ajuizou pedido de recuperação judicial e informou que está avaliando opções de renegociação de prazos de pagamento de dívidas e de obtenção de recursos adicionais, como mecanismos de transação tributária e a liberação de valores depositados em juízo para gerar caixa.

Essas alternativas permanecem em fase de avaliação, sem confirmação de adoção nem prazo para sua concretização.

A petição do pedido de recuperação judicial, disponibilizada ao mercado conforme a Resolução da CVM nº 80/22, menciona medidas como o levantamento de depósitos trabalhistas.

A varejista também destacou que o alongamento do prazo de pagamento a fornecedores no primeiro trimestre foi mencionado em seu release de resultados do mesmo período.

Segundo o fluxo de caixa gerencial divulgado no balanço do segundo trimestre, o caixa livre foi de R$ 800 milhões e os estoques foram reduzidos em R$ 1,15 bilhão.

Em seu último balanço, a empresa informou que fechará lojas menos rentáveis, reduzirá o Capex e diminuirá o custo estrutural por meio do redimensionamento do quadro de funcionários e das despesas, mas ainda não tem a dimensão exata dos custos e economias estimados, não havendo informação a ser divulgada a respeito.

O Grupo Casas Bahia reforça que não há operação de obtenção de recursos financeiros, “seja na modalidade DIP ou não”, contratada ou aprovada até o momento, e que não existe qualquer renegociação de prazos ou captação de recursos definida, tampouco quantificação oficial sobre economias, reduções de despesas ou Capex.

Fonte: CNN Brasil Economia

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