Campanha de Lula cria estratégia para conquistar voto útil no interior

Lula no ABC em evento com empregadas domésticas - 04.09.2022
Reprodução / Youtube 04.09.2022

Lula no ABC em evento com empregadas domésticas – 04.09.2022

A campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) bateu o martelo nesta terça-feira (13) e criou uma estratégia para conquistar o voto útil do eleitor que vive no interior do Brasil. Os petistas trabalharão com carros de som e passeatas para convencer os mais moderados a optarem pelo líder nas pesquisas.

A equipe identificou que os grandes comícios não alcançam as massas nas cidades distantes de grandes metrópoles. Apesar de estar forte na guerra digital, os aliados de Lula acreditam que precisam mostrar força de rua. Por conta disso, a ideia é fazer barulho em todos os cantos do país.

Os carros de sons e as passeatas servirão para dar dinamismo para a campanha do ex-presidente. Os diretórios municipais terão total liberdade para reunir os apoiadores do petista e convencer os indecisos e eleitores de Ciro Gomes (PDT) e Simone Tebet (MDB) a escolherem Lula já no primeiro turno.

Os argumentos serão sobre o risco de uma vitória do presidente Jair Bolsonaro (PL) caso tenha um segundo turno. A explicação é que o chefe do executivo federal radicalizará e poderá transformar as eleições 2022 em um campo de “batalha”, amedrontando o eleitor.

A pesquisa Ipec, divulgada na última segunda-feira (12), animou a equipe. Apesar do crescimento de Lula ter ficado na margem de erro – o ex-presidente subiu de 44% para 46% -, entende-se que já existe um movimento do voto útil.

O ex-presidente também aumentará o tom no pedido do voto útil. No entanto, a ordem é que não se ataque nem Ciro e nem Tebet. O foco é sempre Bolsonaro. A preocupação dos petistas é que ocorra um segundo turno e os eleitores de Gomes e Simone fiquem irritados com a campanha petista.

Lula está preocupado com a violência de bolsonaristas

O candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está preocupado com a violência de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) . O petista se sente muito seguro por causa do trabalho da Polícia Federal. Porém, ele demonstrou tensão em relação aos seus aliados, que não possuem o mesmo aparato da sua segurança nas eleições 2022 .

O ex-presidente tem orientado seus aliados a tomarem todos os cuidados para não serem surpreendidos com bolsonaristas radicais. A morte de Benedito dos Santos , a ameaça feita para Guilherme Boulos (PSOL) e Fernando Haddad (PT) e o atentado contra Alessandro dos Santos Rodrigues, presidente do PT de Ilha Solteira são alguns exemplos que assustaram o antigo chefe do executivo federal.

A campanha explicou a Lula que, em 2018, o clima era muito mais pesado e perigoso. Porém, o petista sente que a chance de ocorrer uma tragédia neste ano é muito grande e por isso seu pedido é que todos estejam atentos. Uma das solicitações é que seus apoiadores não entrem em confronto com os eleitores de Bolsonaro.

A estratégia de vencer no primeiro turno tem a ver com esvaziar qualquer discurso golpista que o presidente Bolsonaro possa fazer, além de permitir que Lula foque totalmente nas campanhas estaduais. No entanto, o petista agora quer encerrar a disputa no dia 2 de outubro para evitar alguma tragédia no segundo turno.

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Fonte: IG Política

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