O Tribunal Superior do Trabalho ( TST ) determinou na terça-feira (29) o fim da greve na Caixa Econômica Federal.
A decisão foi proferida no julgamento do dissídio coletivo de greve ajuizado pela própria Caixa contra os seus trabalhadores.
O dissídio ocorre quando as partes não chegam a um acordo e uma delas solicita a intervenção da Justiça do Trabalho.
A paralisação começou em 10 de setembro e tinha como principal ponto de discórdia o custeio do Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários.
Embora as negociações parecessem avançar no início da semana passada, os bancários rejeitaram a proposta apresentada pelo banco.
A Justiça do Trabalho reconheceu a legitimidade da greve, rejeitou o pedido da Caixa para classificar o movimento como “abusivo” e determinou a suspensão imediata da paralisação.
Com base no voto do ministro Maurício Godinho, relator do caso, o TST fixou reajuste salarial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) com acréscimo real de 0,6%, totalizando 4,6% a partir de 1º de setembro, vigência estendida até 2028.
O tribunal também decidiu que não haverá desconto nos salários dos funcionários em greve, porém os trabalhadores deverão repor os dias parados em até 180 dias.
A Caixa Econômica Federal informou que o funcionamento integral das agências será restabelecido a partir desta quarta-feira (30), reforçando o respeito às entidades representativas e o compromisso de cumprir as determinações da Justiça do Trabalho.
Fonte: Seu Dinheiro
