A Bolsa brasileira ficou em quarto lugar entre os principais mercados acionários do mundo quando o desempenho é medido em dólar. Entre 1º de janeiro e 14 de julho de 2026, o Ibovespa acumulou alta de 18,88% na moeda norte‑americana, ficando atrás apenas dos índices do Japão, do Peru e da Colômbia, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta, realizado a pedido do Poder360. O resultado reflete tanto a valorização das ações negociadas na B3 quanto o fortalecimento do real frente ao dólar no período, o que fez o Brasil subir oito posições no ranking em dólares.
Em moeda local, o Ibovespa registrou alta de 9,63% no acumulado do ano, posicionando‑se na décima‑segunda colocação entre os 21 índices analisados. Na comparação sem o efeito cambial, mercados europeus como Itália (FTSE MIB), Holanda, Espanha, Bélgica e a zona do euro superaram o desempenho brasileiro. O índice italiano chegou a 13,61% de alta em dólar, próximo ao ganho da Bolsa nacional. Nos Estados Unidos, o Nasdaq avançou 12,33% em dólar, o S&P 500 subiu 10,2% e o Dow Jones ganhou 9,25%, ainda abaixo da rentabilidade obtida pelo Ibovespa, que lidera inclusive esses principais índices norte‑americanos.
O levantamento também mostrou que o Nikkei 225, principal índice da Bolsa japonesa, liderou ambos os rankings, com alta de 34,57% em reais e 30,12% em dólar. Na sequência, o índice MSCI Nuam General, do Peru, registrou ganho de 29,99% em dólar, e o MSCI Colcap, da Colômbia, avançou 25,15%. No extremo oposto, os mercados chineses apresentaram queda: o FTSE China 50 recuou 11,9% em moeda local e 8,91% em dólar, enquanto o Hang Seng Index perdeu 5,04% nominalmente e 1,81% convertido, evidenciando a divergência de desempenho entre a Ásia e o Brasil.
Fonte: Poder Economia
