A possibilidade de alianças para 2026 entrou no radar do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB), e abriu espaço para aproximações mais amplas — inclusive com nomes de fora do seu campo direto.
Durante coletiva realizada na manhã desta segunda-feira (23), na assinatura do termo de cooperação da Central de Videomonitoramento com a Polícia Federal, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil, Bocalom foi questionado sobre a formação de sua chapa e possíveis composições políticas às vésperas do prazo de desincompatibilização, marcado para 4 de abril.
Ao comentar a possibilidade de alianças, incluindo o nome do deputado federal Eduardo Velloso, que se filiou recentemente ao Solidariedade e é apontado como pré-candidato ao Senado, o prefeito não fechou portas — mas estabeleceu um limite claro.
“Só não tem com a turma da esquerda”, afirmou.
A declaração sinaliza que, dentro do campo de centro e direita, há margem para diálogo e construção de alianças, inclusive com atores que ainda estão se reposicionando no cenário político local.
Apesar do movimento político, Bocalom reforçou que, neste momento, a prioridade segue sendo administrativa. Segundo ele, a gestão está concentrada na entrega de obras antes do prazo legal para deixar o cargo.
“Vou seguir dialogando com a sociedade e apresentando nossos projetos. Agora, o foco está nas inaugurações e nas entregas que começam a sair do papel. Essa central de monitoramento, por exemplo, é algo que cobrei muito e que hoje está se concretizando”, declarou.
Mesmo assim, deixou claro que a articulação eleitoral já está em curso.
“Essa questão política o grupo vai continuar trabalhando. Teremos chapas fortes para deputado federal e estadual, além de uma candidatura competitiva ao governo”, afirmou.
