A decisão foi tomada durante a Assembleia Geral Extraordinária da categoria, realizada nesta terça-feira (8) pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Estado do Acre (Seeb‑AC). O encontro foi híbrido, com participação presencial e on‑line, e contou com a presença de 98 pessoas.
A reunião havia sido iniciada na sexta‑feira (4), mas os trabalhos foram suspensos antes da conclusão das deliberações, retomando apenas na data acima.
Com o resultado, os funcionários do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do Banco da Amazônia caminham para a paralisação das atividades a partir da próxima sexta‑feira, 11 de setembro. Conforme o edital publicado pelo sindicato, caso as propostas apresentadas pelas instituições financeiras sejam rejeitadas, a greve terá início à meia‑noite do dia 11.
A votação faz parte das discussões para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho da categoria e dos Acordos Coletivos de Trabalho específicos de cada banco público.
Entre os pontos em pauta estão as propostas apresentadas pela Comissão de Bancos, coordenada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), além das condições oferecidas individualmente pelos bancos para a renovação dos respectivos acordos.
Enquanto os trabalhadores dos bancos públicos decidiram pela mobilização, os funcionários de Bradesco, Itaú e Santander rejeitaram a greve. Assim, a tendência é a manutenção das atividades nessas instituições, enquanto o atendimento presencial nos bancos públicos pode ser afetado com o início da paralisação.
A adesão à greve dos bancos públicos ocorre após um período de mobilização da categoria no Acre, em meio às negociações salariais e às cobranças por avanços nas propostas das instituições financeiras. Nos próximos dias, o movimento grevista deverá se organizar e podem surgir novas negociações entre representantes dos trabalhadores e dos bancos antes do início efetivo da paralisação.
