A balança comercial de automóveis registrou déficit de US$ 5,32 bilhões no primeiro semestre de 2026, o maior da série histórica iniciada em 1997.
O resultado foi puxado pelas importações, que totalizaram US$ 7,79 bilhões, segundo levantamento do Valor Econômico baseado em dados da Secex.
A China respondeu por 72% dos veículos importados, seguida pela Argentina (9%) e México (7%).
No mesmo período do ano anterior, a participação chinesa nas importações era de 50%; em 2021, a China representava apenas 5% e a Argentina liderava com 44%.
As exportações brasileiras de automóveis recuaram 15,2% em relação ao primeiro semestre de 2025, atingindo US$ 2,47 bilhões, abaixo do recorde de US$ 3,3 bilhões registrado em 2017.
Os números de importação já englobam kits semimontados (SKD) e desmontados (CKD) de veículos eletrificados, cuja alíquota zero foi prorrogada por seis meses em junho.
Até 2022, a balança comercial de automóveis apresentava superavit; o déficit começou em 2023, impulsionado pela entrada de modelos eletrificados chineses.
Em 2024, o saldo negativo chegou a US$ 4 bilhões; em 2025, foi de US$ 1,5 bilhão, resultado atenuado pelas exportações para a Argentina.
No primeiro semestre de 2026, os veículos eletrificados – híbridos e 100% elétricos – representaram 79% de todos os automóveis desembarcados no país.
Fonte: Poder Economia
