A Polícia Civil concluiu a investigação sobre a morte de Maiko Oliveira França, de 31 anos, e indiciou uma funcionária de farmácia de Tarauacá pelo crime de homicídio culposo, sem intenção de matar. O processo agora será analisado pela Justiça.
Maiko morreu no dia 22 de março, quatro dias após receber uma injeção intramuscular em uma farmácia da cidade. A perícia apontou sepse associada à fasciíte necrosante como causa da morte, doença grave que destrói tecidos e pode comprometer órgãos vitais.
Segundo a família, Maiko procurou a farmácia em 18 de março porque sentia tontura. Ao solicitar orientação sobre um medicamento, recebeu a aplicação de uma injeção na região do glúteo.
Nos dias seguintes, seu estado piorou. No dia 19, ele voltou ao estabelecimento reclamando de fortes dores e recebeu apenas um spray para alívio dos sintomas. Em 20 de março, com o quadro agravado, buscou atendimento no hospital de Tarauacá.
Internado por dois dias, Maiko foi transferido de avião para o Hospital Regional do Juruá, em Cruzeiro do Sul. Chegou à unidade em estado grave e faleceu no dia 22 de março.
Além da Polícia Civil, o caso está sendo acompanhado pelo Ministério Público do Acre, que abriu procedimentos nas esferas criminal e cível, e pelo Conselho Regional de Farmácia do Acre, que realiza sua própria apuração sobre o atendimento prestado.
A viúva, Soraya Neri, que depende do benefício do Bolsa Família, pediu que a Justiça responsabilize a pessoa envolvida. Ela relatou dificuldades financeiras após a perda, destacando que o casal deixou três filhos – de 10, 8 anos e um bebê – e que a comunidade realizou protestos em Tarauacá para cobrar rapidez nas investigações.
