Assassinato de médica teria sido encomendado por R$ 40 mil, diz polícia

O assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, ocorrido na segunda-feira (2), em Brasiléia, no interior do Acre, teria sido encomendado por R$ 40 mil. A informação foi divulgada pelo delegado Alex Dany durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira (6), em Epitaciolândia.

Segundo a Polícia Civil, o advogado Francisco Valadares Neto é apontado como mandante do crime. O dinheiro teria passado por intermediários até chegar ao suspeito de executar a médica, Lucival Lopes de Souza, de 39 anos, conhecido como Pitaca. Ele foi preso na noite de quinta-feira (5) e teria recebido R$ 10 mil pelo assassinato.

Intermediários

As investigações também apontaram a participação de outras pessoas na negociação e organização do homicídio. A Polícia Civil já identificou alguns dos possíveis intermediários e trabalha para esclarecer a atuação de cada um no repasse do dinheiro e na ligação entre o suposto mandante e o executor.

O advogado está hospitalizado e ainda não foi ouvido pelos investigadores. A principal linha de apuração considera a hipótese de assassinato encomendado.

Expulso de facção

Durante a coletiva, o delegado também informou que Lucival relatou ter recebido um comunicado de expulsão de uma facção criminosa na manhã de terça-feira (3), um dia após o assassinato.

Segundo a versão apresentada pelo investigado, a decisão estaria relacionada a regras internas da organização que proíbem a participação em homicídios por encomenda. A informação ainda é apurada pela Polícia Civil.

Relembre o crime

Elyne foi assassinada a tiros na noite de segunda-feira (2), enquanto estava sentada na calçada de um bar com amigos, em Brasiléia. O homicídio ocorreu a poucos metros da sede do 5º Batalhão da Polícia Militar e foi registrado por câmeras de segurança.

A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer a motivação do assassinato e identificar todos os envolvidos. Os suspeitos são investigados, e as responsabilidades criminais ainda dependem de apuração e decisão judicial.

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